Arquivo de março \20\UTC 2017

Marcelo Odebrecht delatou depósito de R$ 50 milhões para Aécio Neves no exterior

Juiz da lava jato Sergio Moro com conversinhas com o megadelatado Aecio Neves

O ex-presidente da Odebrecht Marcelo Odebrecht e outros executivos do
grupo disseram em acordo de delação premiada que acertaram junto com a
Andrade Gutierrez o repasse de R$ 50 milhões ao senador Aécio Neves
(PSDB-MG) após vencerem o leilão para a construção da hidrelétrica Santo
Antônio, em Rondônia, em dezembro de 2007.

Executivos que complementaram o depoimento de Marcelo afirmaram que a
Odebrecht se comprometeu a pagar R$ 30 milhões, enquanto a Andrade
Gutierrez se encarregou dos R$ 20 milhões restantes.

Os delatores não esclareceram se os valores alegados foram efetivamente pagos, segundo a Folha apurou.

Também não falaram em propina para descrever o acerto com Aécio.

Os depoimentos, ainda sob sigilo, embasaram pedidos de inquérito
feitos na semana passada pela Procuradoria-Geral da República contra
diversas autoridades.

No caso de Aécio, por ele ter foro privilegiado, a solicitação foi
feita ao relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, ministro
Edson Fachin, que ainda não deu essa autorização.

Caso o inquérito seja autorizado, começa a fase de colheita de
provas. Havendo indícios, a PGR oferece uma denúncia, que, se aceita
pela Justiça, torna o investigado réu, dando início a um processo que
culminará em julgamento.

O tucano afirma que “é absolutamente falsa a pretensa acusação”.

À época do leilão da usina Santo Antônio, no rio Madeira, em 2007,
Aécio, embora fosse um dos principais nomes de oposição ao governo de
Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que licitou a usina em Rondônia, estava
no seu segundo mandato como governador de Minas Gerais e tinha sob seu
comando uma das empresas que integravam o consórcio que ganhou a
disputa, a Cemig (Companhia Energética de Minas Gerais). A empresa de
energia é controlada pelo governo mineiro até hoje.

Embora fora do governo federal, o tucano também mantinha influência sobre o principal investidor da usina, a empresa Furnas.

Essa relação é apontada por políticos como o ex-deputado Roberto
Jefferson e o ex-senador Delcídio do Amaral, além de um lobista do PT
que foi preso pela Lava Jato, Fernando Moura.

(…)

Da  Folha via DCM

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Mensalão do PSDB, que é de 1998, prescreverá em 10 meses sem nenhum tucano preso

Contra o Golpe Fascista

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Em 2016, a Justiça de Minas Gerais determinou a suspensão do andamento do processo conhecido como mensalão mineiro no Tribunal de Justiça do Estado. A decisão foi a pedido da defesa do empresário Marcos Valério Fernandes de Souza, réu na ação.

A justificativa foi que, para que o processo continuasse, seria necessário esperar decisão sobre pedido de delação premiada feito por Valério ao Ministério Público de Minas no processo sobre esquema de financiamento ilegal da campanha à reeleição do ex-governador Eduardo Azeredo (PSDB) em 1998.

Por envolver políticos com foro privilegiado, o pedido de delação precisa ser aceito também pela Procuradoria-Geral da República, o que não tem data para ocorrer.Segundo o advogado de Valério, Jean Robert Kobayashi Júnior, existe a possibilidade de que, caso a procuradoria-geral concorde com a delação, novos depoimentos precisarão ser tomados no processo do mensalão.
A suspensão do processo ocorreu em 1.º de julho, mas a…

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Aécio Neves pediu R$ 15.000.000,00 na eleição de 2014, diz Odebrecht

Em depoimento à Justiça Eleitoral, o empreiteiro afirma que o tucano fez
o pedido em meio à disputa com Marina Silva na campanha de 2014

George Gianni / PSDB

Aécio Neves do PSDB pediu 15 milhões de reais na eleição de 2014, diz Odebrecht

Aécio: enroscado pelo depoimento de Odebrecht
Com o impeachment da petista, ao qual o PSDB se dedicou com afinco, a ação no Tribunal Superior Eleitoral, presidido por Gilmar Mendes(PSDB), se tornou uma espécie de “coringa” para os tucanos, e uma ameaça a Temer. Como deixou claro o senador Cássio Cunha Lima(PSDB) em uma entrevista, ela só avançaria caso o novo governo não andasse na linha.

Agora, em março de 2017, a ação volta para assombrar os tucanos. Conforme apurou CartaCapital, em depoimento no TSE, na quarta-feira 1º, o empresário Marcelo Odebrecht, dono da empreiteira que leva o nome de sua família, relatou diversas conversas com Aécio Neves e contou que o senador, presidente do PSDB e então candidato ao Palácio do Planalto, sempre pedia contribuições de campanha.

No início da disputa eleitoral, Odebrecht disse que Aécio Neves pediu 5 milhões de reais. Um outro pedido teria ocorrido no meio do primeiro turno, quando a disputa entre Aécio Neves(PSDB) e Marina Silva (REDE) estava bastante acirrada. Odebrecht afirmou que inicialmente negou o pedido do tucano, por considerar o valor muito alto, e que Aécio rebateu sugerindo como “alternativa” que os pagamentos fossem feitos aos seus aliados políticos.

As tratativas para o pagamento foram realizadas, segundo o delator, por Sérgio Neves, superintendente da Odebrecht em Minas Gerais, e Oswaldo Borges da Costa, apontado como tesoureiro informal do tucano. Odebrecht disse ter sido informado, após ser preso na Operação Lava Jato, que o aporte financeiro pedido por Aécio Neves não se concretizou e que só se recorda de doações oficiais para o tucano.

Ocorre que o valor de 15 milhões de reais citado por Odebrecht coincide com uma anotação a constar de uma planilha da empreiteira apreendida pela 26ª fase da Operação Lava Jato. Batizada de Xepa, a operação descobriu a existência do departamento de Operações Estruturadas da companhia, definido pelo Ministério Público Federal como “departamento de propina”.

Este valor de 15 milhões de reais estava anotado ao lado de “Mineirinho”, alcunha que se referia a Aécio Neves , segundo contou Claudio Melo Filho, ex-diretor de Relações Institucionais da Odebrecht e delator da Lava Jato. O valor teria sido pago entre 7 de outubro e 23 de dezembro de 2014. Os detalhes da operação devem constar na colaborações premiadas de executivos da empreiteira homologadas pelo STF no início do ano.

O PSDB afirmou que as doações feitas pela Odebrecht foram declaradas à Justiça Eleitoral e que Odebrecht em nenhum momento “disse ter feito qualquer contribuição de caixa dois à campanha eleitoral do partido em 2014”. Ainda segundo o PSDB, Oswaldo Borges nunca foi tesoureiro informal de nenhuma campanha do partido.

Fonte:Carta Capital

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