Aécio Neves teria recebido R$ 110 milhões em propinas na eleição de 2014 o que equivale a 70 triplex no Guarujá.Vai ser preso?

Aecio neves,Beto Richa e Bolsonaro  Aécio teria recebido R$ 110 milhões em propinas na eleição de 2014 o que equivale a 70 triplex no Guarujá

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O senador Aécio Neves (PSDB-MG), na eleição de 2014, teria recebido a “bagatela” de R$ 110 milhões em propinas, o que equiva aproximadamente 70 triplex que Globo e Moro atribuiram ao preso político Lula

 

Os mandados de busca e apreensão desta terça (11) nos endereços do tucano, no Rio e Minas, são desdobramentos da ação na lava jato lastreada nas delações de Joesley Batista e Ricardo Saud, executivos da JBS.
Aécio era bastante festejado por coxinhas e bolsominions, inclusive Jair Bolsonaro, na disputa presidencial de 2014.

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Propina chegava a Aécio e cúmplices em caixas de sabão e contas na Suíça

Além do primo de Aécio Neves, o ‘Fred’, outro cúmplice, citado por Rocha Pena, foi Mendherson Souza, ex-assessor do senador Zezé Perrela (MDB-MG). Segundo Pena, o dinheiro foi entregue dentro de caixas de sabão em pó.

Por Redação do Correio do Brasil– de Belo Horizonte e São Paulo
Dono de uma rede de supermercados mineira, o empresário Waldir Rocha Pena admitiu que prestava serviço ao grupo JBS para repassar propinas a políticos mineiros. Ele revelou, em depoimento à Polícia Federal (PF) ter entregue dinheiro vivo a Frederico Pacheco, primo do senador Aécio Neves (PSDB-MG). O ‘Fred’, como é conhecido, figura em gravações anteriores, captadas pela PF com autorização judicial
Ex-presidente do PSDB, Aécio Neves que responde a processos na Justiça Federal por corrupção bem a vontade com o Juiz da lava Jato em evento da istoé
Ex-presidente do PSDB, Aécio Neves que responde a processos na Justiça Federal por corrupção bem a vontade com o Juiz da lava Jato em evento da istoé
— Tem que ser um que a gente mata ele antes de fazer delação. Vai ser o Fred com um cara seu. Vamos combinar o Fred com um cara seu porque ele sai de lá e vai no cara — disse Aécio a Joesley Batista.
Outro cúmplice, citado por Rocha Pena, foi Mendherson Souza, ex-assessor do senador Zezé Perrela (MDB-MG). Segundo Pena, o dinheiro foi entregue dentro de caixas de sabão em pó.

Prisão temporária

No depoimento, o empresário ratifica a delação premiada feita por executivos da JBS quanto ao pagamento de propinas a figuras públicas de Minas Gerais. O testemunho, prestado também à Receita Federal, foi encaminhado à Procuradoria-Geral da República (PGR), que tem competência para investigar a denúncia me função do foro privilegiado dos parlamentares.
O teor das declarações também foi empregado pela PF no âmbito da Operação Capitu, que apura corrupção e desvios no Ministério da Agricultura, e que resultou em um novo pedido de prisão temporária para um dos donos da JBS, o empresário Joesley Batista.
Em sua delação premiada, o o ex-diretor da JBS Ricardo Saud, afirmou que o pagamento de suborno para Aécio, totalizando cerca de R$ 4 milhões, foi operacionalizado por meio de um supermercado em Belo Horizonte. As informações foram confirmadas por Pena.

Respostas

Segundo as investigações, porém, os repasses foram maiores que os citados nas delações, chegando a R$ 6 milhões, conforme documentos contábeis apreendidos pelos agentes. As propinas teriam sido pagas em 2014, que foi ano eleitoral.
A assessoria de Aécio Neves informou que “todas as doações recebidas pela campanha nacional do PSDB em 2014 foram legais e estão devidamente declaradas junto à Justiça Eleitoral. As acusações formuladas pelos executivos da JBS já se mostraram mentirosas, o que levou inclusive a PGR a solicitar a rescisão de seus acordos de colaboração”.
Já a assessoria de Zezé Perrella destacou que não existem elementos que liguem o pagamento de propinas ao senador. A defesa de Mendherson disse que o depoimento de Pena não passa de uma “mentira estúpida”.

Mais propina

Ainda nesta sexta-feira, chegou à PGR um documento oficial da Justiça suíça que cita, pela primeira vez, suspeitas sobre o financiamento de uma campanha presidencial do PSDB. Decisão do Tribunal Penal Federal do país europeu, de 26 de setembro deste ano, rejeitou recursos apresentados pelos suspeitos para impedir que um processo de cooperação judicial, com o Ministério Público Federal brasileiro, seguisse adiante.
Estão sendo apurados cerca de R$ 43,2 milhões bloqueados em contas suíças. Os nomes dos suspeitos estão sob sigilo.
Procurada, a atual direção do PSDB informou que não irá se pronunciar até saber exatamente do que se trata. Trata-se do segundo caso envolvendo o PSDB de colaboração entre Brasil e Suíça. Da primeira vez, foram enviados ao Brasil extratos bancários de contas atribuídas ao ex-diretor da Dersa Paulo Vieira de Souza.

Em sigilo

Paulo Preto, apontado como operador do PSDB pela Polícia Federal, é acusado de desvio de dinheiro público durante governos tucanos no estado de São Paulo. As investigações na Suíça envolvem movimentações de cerca de R$ 133 milhões. Mas, de acordo com o Ministério Público da Suíça, no caso dos R$ 43,2 milhões, o investigado não é ele.
Em 27 de junho de 2017, o Ministério Público Federal brasileiro teria apresentado um pedido de assistência judicial à Suíça “em um processo criminal instaurado contra B. e outros por lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva”. A letra refere-se a um suspeito, mas não se trata da inicial de seu nome.
De acordo com o tribunal da Suíça, a solicitação de cooperação do MPF brasileiro trata de suspeitos “de terem concordado que o grupo C. deveria pagar, em troca da implementação de um contrato de empréstimo celebrado por eles com D. (uma joint venture brasileira ativa no desenvolvimento do serviço rodoviário, controlada por governo do Estado de São Paulo para a construção, exploração, manutenção e gestão de autoestradas e nós intermodais), o dinheiro para financiar a campanha presidencial do PSDB”. As letras C e D referem-se a empresas cujos nomes também estão sob sigilo.
No pedido de cooperação, o Brasil solicitava que os suíços bloqueassem ativos da ordem de R$ 43,2 milhões em contas identificadas, o “equivalente a mais de 10 milhões de francos suíços, valor total pago pelo Grupo C. em uma base de corrupção entre 2006 e 2012”

 

 

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Anastasia tenta censurar vídeo que o liga a Aécio Neves

Anastasia tenta censurar vídeo que o liga a Aécio Neves
Enquanto o juiz da lava jato Sergio Moro fica desfilando com Mineirinho e outros corruptos sorridentes em eventos ,candidato ao governo de Minas Gerais, o senador Antonio Anastasia (PSDB-MG) entrou com uma ação judicial para tirar do ar um vídeo da campanha do governador Fernando Pimentel, do PT, que o liga ao senador Aécio Neves (PSDB-MG), como se o nome fosse um palavrão. Indicado Aécio, Anastasia foi o relator do golpe contra a presidente Dilma Rousseff, que foi afastada da presidência da República sem crime de responsabilidade. Dilma deu a volta por cima e chegará ao Senado na vaga que era de Aécio, desmoralizado pelos grampos da JBS, em que negocia uma propina de R$ 2 milhões que foi abafada por DODGE,Moro e STF e
assim autorizado a concorrer a eleição pela justiça parcial

DO AecioNao

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Aécio Neves vai para “juízes amigos”. Viram, bobinhos do foro privilegiado. Por Fernando Brito

Sergio Moro e Aecio neves rindo da impunidade ao PSDB e perseguição ao Lula Aécio Neves vai para “juízes amigos de Minas”. Viram, bobinhos do foro privilegiado
 
Texto publicado no Tijolaço.
POR FERNANDO BRITO.   
Na hipocrisia brasileira, as coisas são o contrário do que parecem.  O fim do foro privilegiado, disseram a você, agilizaria o julgamento dos políticos acusados de crimes.  Celeridade, celeridade, celeridade, bradavam os colunistas dos grandes jornais
E hoje, na Folha, lê-se que Alexandre de Moraes, mandado diretamente do PSDB para o Supremo, acaba de remeter para a Justiça de Minas Gerais o inquérito sobre as propinas supostamente pagas a Aécio Neves pela construção do Centro Administrativo do Estado.
Aquela mesma justiça estadual onde, por anos arrastou-se o processo do “mensalão mineiro”, novela que ainda não terminou e que corre o risco de ter como epílogo a prescrição da pena dada a Eduardo Azeredo, ex-presidente nacional do PSDB, já perdido nas brumas da memória pública.
Embora vá ser muito difícil Aécio Neves livrar-se , de imediato, do outro processo que se lhe move, o da mala da JBS, ficam maiores as possibilidades de que, findo seu mandato, também este tenha o mesmo destino.
E em Minas, como se sabe, até um aeroporto privado, para uso de lazer, vira uma obra de infraestrutura, essencial para escoar a produção da indústria da pequena cidade de Cláudio.
Que, como se sabe, é conhecida pelo grande número de fundições de ferro, um material levíssimo, dequado para transporte aéreo.
Fonte DCM

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ODEBRECHT CONFIRMA PROPINA DE R$ 50 MILHÕES A AÉCIO NEVES

Investigadores da PGR e da Polícia Federal encontraram novos indícios de que o senador Aécio Neves recebeu propina para atuar em nome de empreiteiras na construção da Usina de Santo Antônio, no Rio Madeira, em Rondônia; tema de inquérito em curso no Supremo Tribunal Federal (STF), a acusação contra o tucano foi relatada por ex-executivos da Odebrecht em acordos de colaboração premiada; de acordo com os executivos da Odebrecht, Aécio recebeu R$ 50 milhões, repassados pela Odebrecht (R$ 30 milhões) e pela Andrade Gutierrez (R$ 20 milhões); Odebrecht sustenta a acusação com comprovantes bancários, entregues nos últimos meses, que comprovam depósitos para Aécio por meio de uma conta de offshore em Cingapura

ODEBRECHT CONFIRMA PROPINA DE R$ 50.000.000,00 A AÉCIO NEVES

Minas 247 – A Procuradoria-Geral da República (PGR) e a Polícia Federal (PF) encontraram novos indícios que, de acordo com os investigadores, reforçam a suspeita de que o senador Aécio Neves recebeu propina para atuar em nome de empreiteiras na construção da Usina de Santo Antônio, no Rio Madeira, em Rondônia.

Tema de inquérito em curso no Supremo Tribunal Federal (STF), a acusação contra o tucano foi relatada por ex-executivos da Odebrecht em acordos de colaboração premiada. E teve impacto direto na delação de outra empreiteira, a Andrade Gutierrez, que foi obrigada a esclarecer sua participação no episódio. De acordo com os executivos da Odebrecht, Aécio recebeu R$ 50 milhões, repassados pela Odebrecht (R$ 30 milhões) e pela Andrade Gutierrez (R$ 20 milhões).

A Odebrecht sustenta a acusação com comprovantes bancários, entregues nos últimos meses, que, segundo a empresa, comprovam depósitos para o senador tucano, por meio de uma conta de offshore em Cingapura, que havia sido citada por um de seus ex-executivos, Henrique Valladares, em depoimento à PGR. A identificação do titular da conta ainda não foi revelada, mas Valladares diz que está vinculada ao empresário Alexandre Accioly, padrinho de um dos filhos de Aécio e integrante do grupo mais restrito de amigos do tucano. Aécio nega as acusações. Accioly rejeita com veemência a afirmação do delator, o único que sustentava, até aqui, seu envolvimento.

As informações são de reportagem de Bela Megale e Thiago Herdy em O Globo.

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Aecio Neves salvo pelo Senado: Veja Senadores que votaram contra e quem votou a favor de Aécio Neves no Senado

Aecio Neves salvo por corruptos do Senado:  e no STF

Aecio Neves salvo pelo Senado: Veja Senadores que votaram contra e quem votou a favor de Aécio Neves no Senado

Aécio esperava ter cerca de 44 votos para barrar suas medidas cautelares e recuperar seu mandato, segundo Broadcast Político e teve os exatos 44 votos.

PMDB– votou totalmente a favor de Aécio (17 senadores do PMDB) ou seja Não provavelmente em troca de votos do PSDB contra a denuncia de Temer na Câmara

PSDB–  votou a favor de Aécio Neves ou seja não, voto do Senador Tarso Jeiressati, que afirmou que toda bancada votaria a favor do Mineirinho.

PT– Votou pela cassação de Aécio Neves.

DEM– Libera bancada, votação individual.

PR– Votam pelo Não, salvar Aécio.

PP– Votou para salvar Aécio, Não, mas liberou bancada.

PSB– Votou a favor de Cassar Aécio em maioria da bancada.

PSD– Na figura de Otto Alencar, libera a bancada.

PODEMOS– Votou pelo afastamento de Aécio

PRB– Votou contra cassação.

PSC– Votou a favor.

REDE– Votou a favor.

PTC– de Collor, votou para salvar Aécio

PROS– Vota Não, para salvar Aécio Neves.

PTB– Votou Não, para salvar Aécio Neves.

Veja quem votou a favor e contra Aécio.

SENADORES QUE FORAM FAVORÁVEIS AO RETORNO DE AÉCIO:

  • Airton Sandoval (PMDB-SP)
  • Antonio Anastasia (PSDB-MG) o companheiro do Aecio
  • Ataídes Oliveira (PSDB-TO)
  • Benedito de Lira (PP-AL)
  • Cássio Cunha Lima (PSDB-PB)
  • Cidinho Santos (PR-MT)
  • Ciro Nogueira (PP-PI)
  • Dalirio Beber (PSDB-SC)
  • Dário Berger (PMDB-SC)
  • Davi Alcolumbre (DEM-AP)
  • Edison Lobão (PMDB-MA)
  • Eduardo Amorim (PSDB-SE)
  • Eduardo Braga (PMDB-AM)
  • Eduardo Lopes (PRB-RJ)
  • Elmano Férrer (PMDB-PI)
  • Fernando Bezerra Coelho (PMDB-PE)
  • Fernando Collor (PTC-AL)
  • Flexa Ribeiro (PSDB-PA)
  • Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN)
  • Hélio José (PROS-DF)
  • Ivo Cassol (PP-RO)
  • Jader Barbalho (PMDB-PA)
  • João Alberto Souza (PMDB-MA)
  • José Agripino (DEM-RN)
  • José Maranhão (PMDB-PB)
  • José Serra (PSDB-SP) O Careca
  • Maria do Carmo Alves (DEM-SE)
  • Marta Suplicy (PMDB-SP)
  • Omar Aziz (PSD-AM)
  • Paulo Bauer (PSDB-SC)
  • Pedro Chaves (PSC-MS)
  • Raimundo Lira (PMDB-PB)
  • Renan Calheiros (PMDB-AL)
  • Roberto Rocha (PSDB-MA)
  • Romero Jucá (PMDB-RR)
  • Simone Tebet (PMDB-MS)
  • Tasso Jereissati (PSDB-CE)
  • Telmário Mota (PTB-RR)
  • Valdir Raupp (PMDB-RO)
  • Vicentinho Alves (PR-TO)
  • Waldemir Moka (PMDB-MS)
  • Wellington Fagundes (PR-MT)
  • Wilder Morais (PP-GO)
  • Zeze Perrella (PMDB-MG)

Votação No STF dia 11 a favor do Senado decidir o destino do Aecio Neves

Alexandre de Moraes(PSDB/SP)

Dias Toffoli

Ricardo Lewandowski

Gilmar Mendes(PSDB/MT)

Marco Aurélio

presidente, Cármen Lúcia

SENADORES QUE FORAM CONTRÁRIOS AO RETORNO DE AÉCIO:

Acir Gurgacz (PDT-RO)

Álvaro Dias (Podemos-PR)

Ana Amélia (PP-RS)

Ângela Portela (PDT-RR)

Antonio Carlos Valadares (PSB-SE)

Fátima Bezerra (PT-RN)

Humberto Costa (PT-PE)

João Capiberibe (PSB-AP)

José Medeiros (PODE-MT)

José Pimentel (PT-CE)

Kátia Abreu (PMDB-TO)

Lasier Martins (PSD-RS)

Lídice da Mata (PSB-BA)

Lindbergh Farias (PT-RJ)

Lúcia Vânia (PSB-GO)

Magno Malta (PR-ES)

Otto Alencar (PSD-BA)

Paulo Paim (PT-RS)

Paulo Rocha (PT-PA)

Randolfe Rodrigues (REDE-AP)

Regina Sousa (PT-PI)

Reguffe (S/PARTIDO-DF)

Roberto Requião (PMDB-PR)

Romário (PODE-RJ)

Ronaldo Caiado (DEM-GO)

Walter Pinheiro (S/PARTIDO-BA)

Ministros do STF que votaram pelo afastamento do Aecio Neves sem precisa de autorização do parlamento

Edson Fachin

Luís Roberto Barroso

Rosa Weber

Luiz Fux

Celso de Mello

PRESIDENTE DO SENADO

Eunício Oliveira (PMDB-CE) – NÃO VOTOU

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Saud revela caixa dois milionário a marqueteiro de Aécio Neves

Paulo Vasconcelos recebeu 12,3 milhões de reais na campanha presidencial de 2014. ‘Não tenho nenhum serviço desse cara’, diz Saud.

Senador Aécio Neves fala à imprensa no Palácio do Planalto - 15/08/2017
Senador Aécio Neves fala à imprensa no Palácio do Planalto – 15/08/2017

Em novo áudio obtido por VEJA, o diretor da J&F Ricardo Saud conversa com Frederico Pacheco de Medeiros, o Fred, primo do senador afastado Aécio Neves, sobre as preocupações do grupo empresarial com pagamentos de caixa dois eleitoral realizados ao marqueteiro Paulo Vasconcelos, que comandou a campanha do senador tucano à Presidência da República em 2014. Segundo Saud, a JBS, uma das empresas do grupo J&F, pagou 12,3 milhões de reais ao marqueteiro. Apesar de Paulo Vasconcelos ter emitido notas fiscais em favor da JBS, nenhum serviço teria sido prestado, o que preocupava Saud.

“Tem uma coisa que está me preocupando demais”, disse Saud ao primo de Aécio. “O Paulo Vasconcelos vai sair chamuscado, você sabe, né? Eu paguei 12,3 milhões para ele de nota. Eu não tenho nenhum serviço desse cara. Não tem nada, zero”, continuou o executivo. O primo de Aécio, que foi um dos coordenadores de campanha do tucano, pareceu se preocupar com o que ouviu de Saud. “Isso é grave. Tem que resolver isso”, disse Fred.

O executivo da J&F estava preocupado que a Polícia Federal pudesse apreender blocos de notas fiscais frias emitidas por Paulo Vasconcelos. “Semana que vem tem jeito de a gente encontrar o Paulo [Vasconcelos] e a Andrea [Neves, irmã de Aécio]? Não pode deixar. Vai sair o Paulo Vasconcelos. Aí, meu amigo, se derem uma batida lá e forem no talão de nota, vão pegar 12,3 milhões da JBS na data da campanha do Aécio sem nenhum serviço pra nóis. O que você acha que vai ser? Sem nenhum serviço pra nóis”, diz Saud.

Na sequência, Saud sugere uma manobra para esquentar as notas de Vasconcelos, simulando a prestação de serviços do marqueteiro para a JBS. “Se ele quiser, eu dou pronto pra ele um vídeo ou um catálogo, produção interna nossa, e ele assina, faz de conta que ele fez”, diz Saud. “Por que ele não faz um contrato comigo? Vai ter que fazer retroativo dentro desse mês. Tem que resolver dentro desse mês”, disse. “Pode deixar”, diz Fred.

Depois da conversa com Fred, Saud se reúne com o próprio Paulo Vasconcelos. No encontro, o executivo da J&F diz ao marqueteiro que os dois precisam forjar serviços para justificar o repasse dos 12,3 milhões de reais. “Vão falar que era caixa dois. Precisamos achar o produto”, afirma Saud. Vasconcelos responde que, do valor total, só recebeu 2,5 milhões de reais. O dinheiro, segundo ele, era o pagamento de análises de pesquisas e do cenário eleitoral feitas a Joesley Batista durante a campanha de 2014. Haveria provas disso, como os registros de entrada do marqueteiro no prédio da J&F.

Vasconcelos também ponderou que Henrique Meirelles, então presidente da holding J&F, participou de uma dessas reuniões na qual ele tratou da corrida presidencial para Joesley. Saud atalha o interlocutor, deixando claro que os investigadores não aceitarão essa narrativa nem acreditarão que o marqueteiro de Aécio Neves, em meio à disputa ao Planalto, encontrou tempo para trabalhar como consultor. “Como é que uns homens desses (referindo-se à cúpula da J&F), que sabem mais do que todo mundo, estão fazendo pesquisa, diagnóstico?”, pergunta Saud, em tom de ironia. Vasconcelos capitula: “Então, me ajude a te ajudar”.

DA VEJA

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